
É giro olhá-los, cheios de cor, perfeitos.
Alinhá-los, conhecê-los, olhá-los, tocá-los... São redondinhos, misteriosos, fascinantes.
Cada um é único.
Mas há uns mais especiais: uns são boas recordações, talvez um presente especial... outros existem desde sempre e acostumámo-nos a vê-los lá... outros são especiais, apenas porque entraram de repente, de maneira interessante, diferente. Quase como se caíssem do céu (esperemos que nunca aconteça tal...).
E lá estão eles na caixinha, cheios de cor, perfeitos.
Até que começa o jogo.
São lançados de um lado para o outro.
A princípio nem se tocam, olham-se de longe... olhares próprios de cada um.
Então, aproximam-se, conhecem-se, olham-se de maneira mais especial. Passam de raspão, mas logo fogem, envergonhados.
À medida que o jogo avança vão-se tornando mais ousados, até que se tocam pela primeira vez.
É de cortar a respiração: o som que fazem, a marca que deixam.. é algo belo, puro.
E os berlindes assim vão brincando - cheios de cor, perfeitos.
Com o passar do tempo, o jogo torna-se mais vivo, até mesmo violento: mais movimentos, mais sons... a cada toque que fazem, repelem-se, e cada vez que se afastam deixam para trás uma marca.
No fim do jogo, olhamos cada bolinha, cada tesouro...
E lá estão eles, os berlindes, sem qualquer cor... desfeitos.
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